Arquitetura

Reforma da Residência Nagiso / OTAA.llc

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© Takashi Uemura

Cultivando o Interior – A cidade de Nagiso, em Nagano, onde se localiza o terreno, é um lugar pouco conhecido até mesmo entre os próprios japoneses. Cercada por florestas, a região é reconhecida pela madeira da marca “Kiso Hinoki”, que se tornou parte da identidade local graças à variedade de técnicas artesanais tradicionais desenvolvidas por seus artesãos, como a marcenaria e a confecção de chapéus de hinoki (hinokasa). Nos últimos anos, esse lugar — que também é a terra natal dos meus avós — tem atraído principalmente turistas estrangeiros.

© Takashi Uemura

Com uma população em declínio e envelhecida, a cidade de Nagiso representa, por assim dizer, uma versão antecipada do futuro do Japão. Acreditamos que estabelecer raízes nesse local e continuar atuando como arquiteto poderia oferecer pistas valiosas para o futuro da arquitetura. Por isso, decidimos adquirir o terreno e os edifícios existentes, reformá-los e assumir todas as etapas do processo: planejar, projetar, construir e operar um hotel de aluguel.

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Planta e Elevação
© Takashi Uemura

Primeiro, para integrar o espaço à paisagem das plantações de chá e das montanhas ao redor, substituímos os caixilhos de madeira fixos. Além disso, todo o átrio — um elemento marcante da construção — foi pintado de prata, transformando a antiga cabana de madeira em um ambiente minimalista e singular.

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No quarto em estilo japonês, os antigos tatames foram removidos e substituídos por “placas de casca de Kiso Hinoki”, um material de piso desenvolvido em parceria com a Katsuno Lumber, uma empresa local de silvicultura e processamento de madeira, situada em Minami-Kiso. Esse material é um painel laminado de alta qualidade, feito a partir da casca da árvore Kiso Hinoki.

© Takashi Uemura
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Durante a obra, convidamos a perfumista Megumi Fukatsu para criar uma essência exclusiva a partir do Kiso Hinoki, em colaboração com os estudantes que participaram da construção. Enxergamos a arquitetura como a soma de seus elementos — visíveis ou não — e consideramos o design também nas camadas sensoriais e imateriais do espaço.

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As xícaras utilizadas no hotel foram produzidas com a técnica local Nagiso roroku, resultando em peças únicas com design próprio. Por meio de atividades manuais e oficinas, este projeto foi construído não a partir de um plano grandioso, mas sim como o resultado de uma sequência de pequenas ações. Acreditamos que o mundo do futuro poderá ser moldado justamente por esse acúmulo de gestos artesanais.

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Fonte: Archdaily

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