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Sete planetas formam raro alinhamento no céu na próxima sexta (28)
CLAUDINEI QUEIROZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – São muitos os fenômenos espaciais que atiçam a curiosidade do ser humano, como eclipses, tempestades solares e auroras polares. Na próxima sexta-feira (28), um em especial vai fazer com que os amantes da astronomia estejam olhando para o céu logo após o pôr do Sol: o alinhamento planetário, ou desfile de planetas, como é chamado pelos astrônomos.
O evento em si não é incomum, porque é normal pelo menos três planetas estarem visíveis, porém este tem um fator a mais de atração: sete planetas do Sistema Solar estarão visíveis. Por pouco tempo e com certa dificuldade em ver alguns, mas todos eles serão iluminados pelo Sol e visíveis em praticamente todos os continentes.
E como o desfile ocorre na Lua nova, é uma ótima oportunidade para se observar os objetos mais distantes. Aliás, normalmente, podemos acompanhar cinco planetas sem auxílio óptico: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.
Na sexta, apenas três deles terão fácil visualização: Marte, Júpiter e Vênus, que ficarão mais altos no céu. Saturno e Mercúrio estarão tão próximos do horizonte no pôr do Sol, e por tão pouco tempo que a própria luminosidade do astro durante o poente pode atrapalhar a observação. Assim, os astrônomos avisam que, para vê-los, é bom acompanhar por aplicativos gratuitos que mostram o céu em tempo real, como o Stellarium e o Star Walk 2. Após a localização dos planetas, basta procurar um local com o horizonte o mais livre possível e sem nuvens para atingir o objetivo.
“A proximidade com o horizonte, ainda durante o crepúsculo, deve dificultar a visualização de Saturno. A Lua em fino crescente ajudará a encontrá-lo, que estará logo à sua esquerda. Pessoalmente, acho que mesmo no dia 28 será difícil de vê-lo, mesmo com binóculos”, diz o astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e diretor técnico da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros).
Quanto a Urano e Netuno, somente com o auxílio de um binóculo ou de uma luneta será possível localizá-los no alinhamento.
Aliás, no meio astronômico, o termo alinhamento é desencorajado porque os planetas não ficam realmente em uma linha reta, como explica Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.
“Quando ouvimos falar em alinhamento planetário, a ideia que vem à mente é a de todos os planetas enfileirados em linha reta no espaço, mas isso não é o que está acontecendo de fato”, diz. “O que vemos da Terra é um ‘desfile’ de planetas, que parecem formar um arco no céu quando observados da Terra. Esse arco ocorre porque todos os planetas orbitam o Sol praticamente no mesmo plano, conhecido como plano da eclíptica.”
Josina destaca que quando os planetas estão aparentemente próximos no céu e, de certa forma, “alinhados”, os astrônomos dizem que estão em conjunção.
A explicação para esse espetáculo tem a ver com o movimento de translação dos planetas, ou o tempo que eles demoram para dar a volta ao redor do Sol. Enquanto Mercúrio faz o percurso em 88 dias e a Terra, em 365 dias, Júpiter leva 11,8 anos terrestres e Netuno, o último do Sistema Solar, 165 anos.
Essa diferença faz com que os planetas alternem suas posições até ficarem do mesmo lado do Sol, como nesta ocasião.
No dia 10 de agosto deste ano, por exemplo, seis deles estarão novamente “alinhados”: Mercúrio, Júpiter, Vênus, Urano, Netuno e Saturno. Assim como em 28 de fevereiro de 2026 (Mercúrio, Vênus, Netuno, Saturno, Urano e Júpiter) e em 10 de agosto daquele mesmo ano (Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno).
Mas um desfile como o da próxima sexta-feira, com os sete planetas, demorará muito mais tempo. A próxima vez será apenas no dia 19 de maio de 2161, mas a visualização será pouco antes do amanhecer. Depois, no dia 7 de novembro de 2176 e em 6 de maio de 2492, ambos após o pôr do Sol.
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Asteroide passa a “acompanhar” a Terra e chama atenção de astrônomos
Um pequeno asteroide recém-identificado passou a chamar a atenção de astrônomos por seu movimento incomum em relação à Terra. Batizado de 2025 PN7, o corpo celeste passou a ser classificado como um quase-satélite, termo usado para descrever objetos que orbitam o Sol, mas acompanham a Terra de forma sincronizada por longos períodos.
Segundo reportagem da ABC News, o asteroide não é uma lua de fato e não está preso à gravidade terrestre. Ainda assim, sua órbita é tão semelhante à da Terra que, visto do nosso planeta, ele parece permanecer por perto, como se estivesse “seguindo” o movimento terrestre ao redor do Sol.
O 2025 PN7 foi identificado por astrônomos a partir de dados de observação recentes e tem cerca de 19 metros de diâmetro. De acordo com especialistas ouvidos pela ABC News, esse tipo de objeto entra em uma relação conhecida como ressonância orbital 1:1, completando uma volta ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra.
Os cálculos indicam que o asteroide deve manter esse comportamento por várias décadas, possivelmente até o início da década de 2080, antes que interações gravitacionais alterem sua trajetória. Fenômenos como esse não são inéditos, mas são considerados raros, especialmente quando envolvem objetos que passam relativamente próximos ao planeta.
Astrônomos explicam que o interesse pelo 2025 PN7 vai além da curiosidade popular. O acompanhamento de quase-satélites ajuda a entender melhor como pequenos corpos interagem gravitacionalmente com a Terra, além de fornecer dados importantes para modelos de previsão orbital e para estratégias de defesa planetária.
A ABC News destaca que esses objetos também podem servir como alvos potenciais para futuras missões espaciais, já que sua órbita semelhante à da Terra reduz custos e riscos de deslocamento. Apesar disso, os cientistas reforçam que o 2025 PN7 não representa ameaça ao planeta.
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NASA explica em vídeo a Artemis II, ensaio antes do retorno à Lua
A NASA entra na reta final para um dos momentos mais aguardados do seu programa lunar. Se o cronograma for mantido, a agência norte-americana deve lançar a missão Artemis II no próximo dia 6 de fevereiro, marcando o retorno de astronautas ao espaço profundo após mais de meio século.
Diferentemente da Artemis I, realizada sem tripulação, a nova missão levará quatro astronautas a bordo da cápsula Orion. Embora não esteja previsto um pouso na Lua, a Artemis II é considerada um passo decisivo no plano de levar humanos novamente à superfície lunar, funcionando como um verdadeiro ensaio geral para as próximas etapas do programa.
Para detalhar os objetivos da missão, a NASA divulgou recentemente um vídeo explicativo com animações que mostram, em detalhes, como será o voo. A missão utilizará o foguete Space Launch System (SLS), responsável por colocar a cápsula Orion em órbita com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, todos da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Após o lançamento, a tripulação fará inicialmente uma volta completa ao redor da Terra antes de seguir rumo à Lua. A cápsula não pousará no satélite natural, mas realizará uma órbita ao seu redor, aproximando-se a uma distância entre 6.500 e 9.500 quilômetros da superfície lunar. Ao todo, os astronautas passarão cerca de dez dias no espaço.
O principal objetivo da Artemis II é testar, em condições reais, todos os sistemas da cápsula Orion, desde suporte de vida até comunicação e navegação em espaço profundo. As informações coletadas serão fundamentais para o planejamento da Artemis III, missão que pretende levar novamente astronautas à Lua, incluindo o primeiro pouso tripulado desde 1972.
“A missão de teste de dez dias demonstrará capacidades essenciais para a exploração humana do espaço profundo”, afirma a NASA no vídeo institucional. “Ela provará que a Orion está pronta para manter astronautas seguros fora da órbita terrestre e permitirá que equipes no espaço e em solo pratiquem operações críticas para missões futuras.”
Segundo o site especializado Digital Trends, a agência está na fase final de testes do foguete SLS. A tripulação já se encontra em quarentena, procedimento padrão antes de missões tripuladas, enquanto novos testes nos sistemas de propulsão devem ser realizados nos próximos dias. Se tudo ocorrer como planejado, a Artemis II abrirá um novo capítulo na exploração lunar humana.
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SpaceX propõe lançar até um milhão de data centers em órbita da Terra
A SpaceX apresentou uma proposta à Comissão Federal de Comunicações dos EUA na qual afirma ter planos para colocar em órbita uma “constelação” de até um milhão de data centers.
No documento, a empresa controlada por Elon Musk informa que esses data centers seriam alimentados por energia solar e teriam capacidade de se comunicar entre si por meio de lasers.
Segundo o site The Verge, é improvável que a Comissão Federal de Comunicações aprove um projeto dessa dimensão, e a versão final autorizada, caso avance, deve prever um número bem menor de unidades.
Apesar disso, a SpaceX afirma na proposta que “data centers orbitais são a forma mais eficiente de atender à crescente demanda por poder de computação voltado à Inteligência Artificial”.
Não é a primeira vez que Musk manifesta interesse em levar data centers ao espaço com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da IA. A possibilidade de uma eventual integração entre a SpaceX e a xAI também reforça essa estratégia.
Em paralelo, Musk anunciou em uma publicação na rede social X que o primeiro teste da nova geração do foguete Starship deve ocorrer em algum momento do mês de março.
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