Arquitetura
The Culture Shift – Centro Cívico / Superimpose Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. The Culture Shift [A Virada Cultural], projetado pelo escritório Superimpose Architecture, é o novo marco cívico de Dongguan, na China — uma cidade no coração da Grande Baía, conhecida por sua rápida transformação urbana. Concebido como uma “paisagem em terraços para cultura, trabalho e comunidade”, o projeto integra sede municipal, centro cultural, teatro, espaços comunitários e escritórios em um conjunto interconectado. Em meio ao denso horizonte de torres de Dongguan, The Culture Shift redefine o que pode ser um centro cívico. Em vez de um complexo monolítico, ele se desdobra como uma sequência de terraços ascendentes que ecoam as montanhas ao redor e criam um gesto ousado, porém acolhedor, no tecido urbano. Três edifícios moldam um amplo pátio central — um tranquilo e verde “living room” que ancora o conjunto e oferece um coração social aberto à comunidade.



O edifício oeste constitui o núcleo cultural do desenvolvimento. É ali que a vida pública se concentra: sede municipal, espaços comunitários, lojas e teatro são empilhados e deslocados, criando uma composição arquitetônica dinâmica. Cada deslocamento horizontal reflete um programa distinto e forma terraços para encontros ao ar livre. No interior, um átrio alto, marcado por escadarias em cascata, conecta todos os níveis, preenchido por luz natural e movimento.


A fachada traduz essa diversidade em uma unidade coerente: molduras verticais, lajes horizontais marcadas e vidro translúcido respondem aos diferentes programas internos, equilibrando abertura e privacidade. O térreo transparente convida o público a entrar; o volume intermediário, envolto em vidro fosco, abriga espaços comunitários; enquanto o volume superior, definido por painéis de vidro serigrafado, acomoda o teatro e o lobby público. Acabamentos em madeira, presentes nos terraços e no forro, trazem uma qualidade tátil e acolhedora ao conjunto.


Ao sul e ao leste, dois edifícios de escritórios estendem a linguagem arquitetônica dos volumes deslocados e dos terraços. Desde as etapas iniciais, a Superimpose Architecture trabalhou de perto com o cliente para alinhar a expressão arquitetônica a uma estratégia de locação flexível e preparada para o futuro. O resultado é uma dupla de edifícios adaptáveis, cada um dividido verticalmente para receber dois inquilinos independentes, com acessos e lobbies próprios. Essa abordagem não apenas maximiza o potencial comercial do projeto, como também demonstra uma compreensão precisa das necessidades do cliente e das demandas em transformação do ambiente de trabalho.


Abundante luz natural penetra profundamente nos interiores por meio de vazios verticais e zonas transparentes de circulação, criando ambientes luminosos, saudáveis e acolhedores. As fachadas de alumínio branco, com delgadas aletas verticais, filtram a luz solar e garantem conforto térmico no clima subtropical. Juntos, esses edifícios mostram como um desenho arquitetônico atento pode responder às ambições do cliente e, ao mesmo tempo, criar espaços de trabalho adaptáveis, eficientes e centrados nas pessoas para uma nova geração de profissionais. Para além de sua forma física, The Culture Shift representa uma mudança de mentalidade sobre como a arquitetura cívica deve servir às cidades hoje. Em um cenário pós-COVID, edifícios públicos precisam ser flexíveis, multifuncionais e socialmente inclusivos. Em vez de estruturas isoladas e de uso único, o projeto sobrepõe programas culturais, cívicos e comerciais para garantir ativação contínua ao longo do dia. Essa abordagem estratificada reduz áreas subutilizadas, diminui a pegada ambiental da construção e reforça a sustentabilidade social e ecológica.


Ao unir funções urbanas diversas sob uma paisagem em terraços, The Culture Shift oferece mais do que um edifício: apresenta um novo modelo de centro cívico contemporâneo — aberto, adaptável e profundamente conectado à sua comunidade.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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