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Vai vender sua casa? Especialistas revelam as cores que podem valorizar o imóvel | Casa Vogue Estate

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Preparar uma casa para colocá-la à venda, tornando-a instantaneamente atraente para um comprador em potencial, não é uma tarefa fácil. Isso porque há muitos fatores que podem influenciar ou arruinar o negócio. Além do layout, preço e localização do imóvel, você sabia que as cores também podem desempenhar um papel importante na decisão de compra? Sim, a paleta da casa (incluindo a pintura das paredes, móveis coloridos, tons dos azulejos ou as cores dos armários da cozinha) contribui significativamente para a estética do espaço e pode influenciar possíveis compradores.

Mas nem todas as cores fazem mágica. Alguns tons testados e aprovados são conhecidos por serem universalmente atraentes, enquanto outros podem ser desagradáveis. Se você está no processo de preparar sua casa para venda, estas dicas serão muito úteis.

Casa de campo de fashionista tem mix and match de cores e texturas — Foto: Wesley Diego Emes
Casa de campo de fashionista tem mix and match de cores e texturas — Foto: Wesley Diego Emes

Psicólogos e designers há muito reconhecem o forte impacto das cores no humor e nas emoções das pessoas. O vermelho, por exemplo, é conhecido por energizar, enquanto o azul ajuda a criar uma sensação de calma. Por outro lado, certas cores podem até aumentar a pressão arterial, impactar o metabolismo e causar fadiga ocular.

Diversas culturas antigas, como a egípcia e a chinesa, praticaram a cromoterapia por séculos, acreditando que determinados tons tinham propriedades curativas.

Hoje, a cor é amplamente utilizada por marcas para provocar reações específicas ou criar uma certa impressão. Pegue como exemplo o branco, que representa frescor e limpeza, o que faz com que muitos produtos de limpeza, incluindo pastas de dente, tenham embalagens brancas. Já o preto simboliza poder e luxo, sendo a cor mais popular para carros de luxo.

No caso do home staging (técnica de decoração para acelerar a venda de um imóvel), a cor é usada para evocar uma resposta emocional positiva nos potenciais compradores, recorrendo a tons que os façam se sentir em casa e confortáveis no ambiente. Algumas cores também transmitem sofisticação e elegância atemporal, exatamente a sensação que os compradores desejam em seus futuros lares.

“Na Featherington Interiors, acreditamos que a cor não é apenas uma questão de estética, ela também diz respeito à psicologia”, diz Leah Chance, da Featherington Interiors. “Ao preparar uma casa para venda, a cor pode causar um profundo impacto emocional nos possíveis compradores, influenciando como eles percebem o espaço, o aconchego e até o valor.”

Mix de verde, madeira e cinza é destaque no living  de casa no interior de Sao Paulo — Foto: Nuria Uliana
Mix de verde, madeira e cinza é destaque no living de casa no interior de Sao Paulo — Foto: Nuria Uliana

Quando se trata de cores, a pergunta que deve ser feita é: existem cores específicas que impressionam ou confortam os compradores?

“Azuis e verdes suaves são excelentes para quartos, enquanto tons mais saturados funcionam bem em quartos infantis por serem lúdicos e divertidos”, compartilha Terry Mainord, da Terry Mainord Design. “O amarelo pode ser complicado; tons mais claros podem parecer datados, mas tons dourados mais fortes são modernos e trazem aconchego a ambientes com pouca luz natural. Recentemente, usei dois tons de amarelo dourado na preparação de um sobrado; um tom médio na sala de estar e um dourado mais escuro na sala de jantar adjacente.”

A arquitetura também deve ser levada em consideração ao escolher as cores para a casa. “É claro que as tendências atuais e as necessidades do mercado também desempenham um papel significativo”, acrescenta Mainord. “Por exemplo, incorporar cores da moda em uma propriedade antiga pode torná-la mais moderna aos olhos dos possíveis compradores.”

“No verão passado, preparei um sobrado histórico e decidi usar a cor ‘Brat Green’, que estava em alta na época, no andar térreo. Historicamente, esse espaço era usado pelos empregados de uma casa e costuma ser bastante básico e esquecível. Entretanto, famílias modernas o utilizam como sala de estar, então resolvi dar um toque de ‘Brat Summer’ e pintei o espaço de verde brilhante. Mais tarde, descobri que era uma cor historicamente apropriada para o imóvel.”

A cozinha exibe o contraste entre o cinza da marcenaria e a ilha de 3,2 metros, executada em madeira angelim pedra com tampo de quartzo Cristallo — Foto: Fábio Jr. Severo
A cozinha exibe o contraste entre o cinza da marcenaria e a ilha de 3,2 metros, executada em madeira angelim pedra com tampo de quartzo Cristallo — Foto: Fábio Jr. Severo

Os profissionais também sugerem tons neutros suaves que agradam à maioria. “Gosto de cinzas quentes, beges acinzentados e off-whites, pois criam uma sensação de calma e amplitude, ajudando os compradores a imaginarem suas próprias vidas na casa”, diz Chance. Pense em tons frescos, arejados e acolhedores.

“Essas cores sussurram: ‘Ei, sou uma tela em branco. Você poderia ser feliz aqui’”, diz a designer de interiores Nishtha Vashist. “Elas refletem a luz, ampliam os espaços e permitem que os compradores se imaginem no ambiente sem precisar pegar um pincel.”

Além da pintura, a cor também pode ser introduzida por meio dos móveis. “Quando se prepara ambientes brancos, obras de arte, almofadas, móveis e outros acessórios se tornam as principais fontes de cor”, diz Mainord. “Uma obra de arte marcante, um sofá ou cadeiras de veludo escuro, florais e outros detalhes podem trazer o drama e a cor que o espaço precisa.”

As primeiras impressões são cruciais na preparação de imóveis, e há algumas cores que decoradores e designers geralmente evitam.

“Evite tons berrantes como verde neon ou vermelho de caminhão de bombeiro”, diz Vashist. “Cores muito fortes podem roubar a energia do ambiente e distrair os compradores, impedindo-os de prestar atenção à estrutura da casa. Eles vão entrar e pensar: ‘Ah, com certeza teremos que repintar isso’, em vez de: ‘Ahh, eu consigo me imaginar morando aqui.’”

Também é preciso cautela com tons como carvão, azul-marinho intenso e preto absoluto. “Não me entenda mal, essas cores podem ser deslumbrantes se bem utilizadas”, acrescenta Vashist. “Mas na preparação para venda, há o risco de tornar os espaços menores ou mais sombrios do que o desejado.”

Algumas cores funcionam melhor em determinados cômodos. “Por exemplo, azuis frios podem ser serenos em banheiros ou quartos, mas podem parecer frios e pouco acolhedores em salas voltadas para o norte”, compartilha Chance. “Amarelos vibrantes, embora alegres, podem ser exagerados em cozinhas, a menos que sejam suavizados com texturas e materiais naturais. A cor deve apoiar a função do ambiente, ao mesmo tempo em que aumenta seu apelo.”

Escolhendo cores com base no público-alvo

Neste apartamento em São Paulo, o azul demarca a área da entrada, onde até a porta recebeu a cor  — Foto: Mariana Orsi
Neste apartamento em São Paulo, o azul demarca a área da entrada, onde até a porta recebeu a cor — Foto: Mariana Orsi

Considerar a região que o imóvel está inserido e o perfil do grupo que se deseja atingir é também uma ótima maneira de adaptar a paleta de cores de uma casa.

“Um apartamento urbano moderno pode se beneficiar de tons mais frios e minimalistas, enquanto uma casa de campo familiar pode ser preparada com cores mais quentes e acolhedoras, que ressoem com compradores que buscam a sensação de lar”, diz Chance. “As tendências locais e as preferências dos compradores devem orientar a estratégia de cores.”



Fonte: Casa Vogue

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Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis

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Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”



Fonte: Casa Vogue

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