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Política

Fala de Bolsonaro no STF foi mera formalidade para condenação certa, avaliam defesas

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CÉZAR FEITOZA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O depoimento de Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) foi visto por advogados de réus da trama golpista como uma mera formalidade, com pouco impacto na situação do ex-presidente.

A avaliação é que o caminho de Bolsonaro à condenação pelos crimes contra o Estado é certo. O clima ameno do interrogatório, sem se aprofundar nas contradições do ex-presidente, reforça a tese de que a audiência não mudará o desfecho do processo, segundo a defesa de três réus.

Bolsonaro prestou depoimento por pouco mais de duas horas na terça-feira (11). O interrogatório foi cercado de expectativas por ser a primeira vez que o ex-presidente falaria com Moraes sobre a investigação que pode levá-lo à prisão.

A postura de Moraes foi diferente da adotada em outros momentos do mesmo processo. Nos depoimentos das testemunhas, o ministro ameaçou de prisão por desacato um ex-ministro da Defesa e deu bronca em ex-comandante do Exército por entender que o general havia suavizado sua versão da trama.

A incisividade do ministro do Supremo deu lugar à tolerância para ouvir de Bolsonaro respostas longas e, em alguns casos, sem relação com o processo. Em pelo menos três ocasiões durante os depoimentos Moraes destacou que não caberia a ele contraditar os réus, explicando sua postura.

Dois ministros do Supremo consideram que o interrogatório de Bolsonaro foi importante por confirmar que o ex-presidente teve acesso a um documento com “considerandos” (parte inicial de um decreto que sugeria a adoção de medidas de exceção após as eleições presidenciais) e o apresentou aos chefes das Forças Armadas em reunião no Palácio da Alvorada, segundo interlocutores ouvidos pela reportagem.

Apesar de Bolsonaro minimizar a relevância das discussões com militares e aliados, a análise feita no STF é que os principais pontos da denúncia acabaram robustecidos pelas declarações do ex-presidente.

“As conversas eram bastante informais, não era algo proposto aqui, ‘vamos decidir’, nada disso aconteceu. Era conversa informal, ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional para nós atingirmos um objetivo que não tínhamos atingido no TSE. Isso foi descartado logo na primeira, segunda reunião”, disse Bolsonaro.


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve uma atuação discreta no depoimento de Bolsonaro. Ele fez nove perguntas, já que algumas que tinham preparado foram feitas antes por Moraes.

A avaliação na PGR foi de que os depoimentos dos réus -como Mauro Cid, Bolsonaro, o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira e o ex-chefe da Marinha Almir Garnier- confirmaram os principais pontos apresentados pela denúncia.

Essa foi a primeira vez que Paulo Sérgio e Garnier falaram sobre as acusações. Os dois confirmaram que estiveram em reunião no início de dezembro de 2022 em que Bolsonaro apresentou aos militares um documento com os “considerandos” que dariam base ao golpe de Estado.

Garnier tentou minimizar a gravidade do assunto discutido na reunião.

“Não houve deliberações nem o presidente abriu a palavra para nós. Ele fez as considerações dele, pareciam mais preocupações e análises de possibilidades do que propriamente uma intenção de conduzir alguma coisa em determinada direção”, disse.

Mesmo sem falar em golpe, Paulo Sérgio disse ter ficado “preocupadíssimo” com o conteúdo do documento apresentado por Bolsonaro.

“Depois que terminou a reunião, eu cheguei ao presidente -eu pessoalmente, acho que o Freire Gomes estava do meu lado- alertando da seriedade, da gravidade se ele tivesse pensando em estado de defesa, estado de sítio”, disse o ex-ministro.

“A gente foi conversando ali, numa tempestade de ideias, [sobre] as consequências de uma ação futura que eu imaginava que poderia acontecer se a evolução realmente das coisas fosse em frente”, completou.

Com as declarações dos dois, todos os ex-chefes militares que participaram da reunião confirmaram o conteúdo do documento, apesar de cada defesa ter sua estratégia própria para afastar os réus das discussões golpistas.

O ex-presidente escreveu nas redes sociais, após o depoimento, que respondeu às perguntas no Supremo “de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente e que jamais traiu os valores da Pátria”.

“A história julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro. Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça”, concluiu.

O Supremo caminha para a fase final do processo sobre a trama golpista. O ritmo acelerado adotado por Moraes tem como foco garantir que o caso seja encerrado ainda em 2025, para evitar que o processo seja contaminado pelo calendário eleitoral de 2026.
Na fase atual do processo, as defesas dos acusados têm cinco dias para pedir ao Supremo a realização de diligências, como a inclusão de provas e o depoimento de novas testemunhas.

A etapa seguinte do processo será a das alegações finais. Cada uma das partes apresentará ao STF suas últimas considerações para a condenação ou absolvição dos acusados.

A PGR será a primeira parte do processo a se manifestar, em até 15 dias. O delator Mauro Cid será o segundo a apresentar suas alegações finais, com o mesmo prazo. Por último, as defesas dos demais réus serão chamadas a falar.

A fase de alegações finais é a última antes de Moraes preparar o relatório do processo e seu voto. Quando tudo estiver pronto, ele pedirá uma data para julgamento. A expectativa no Supremo é que o caso vá ao plenário da Primeira Turma a partir de setembro.



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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