Tecnologia
Google admite restringir atuação no Brasil caso STF faça mudança drástica nas regras
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Google apoia a proposta de incluir crimes graves, exploração infantil e terrorismo nas exceções do artigo 19 do Marco Civil da Internet, afirma à reportagem o presidente da empresa no Brasil, Fábio Coelho.
Dessa maneira, as plataformas poderiam ser responsabilizadas por danos em decorrência de conteúdo não removido após notificação extrajudicial, não apenas depois de ordem judicial.
A ideia se alinha às propostas mais moderadas de mudanças no Marco Civil em discussão no STF (Supremo Tribunal Federal).
Coelho alerta, porém, para as “consequências indesejadas” caso haja uma mudança muito ampla na legislação. “Dependendo de como for essa atualização do artigo 19, isso pode nos tornar um pouco menos partícipes de todas as discussões que ocorrem no Brasil e nos levar a remover mais conteúdo no país.”
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PERGUNTA – Por que o Google resolveu participar do Conar [conselho de autorregulação publicitária]?
FÁBIO COELHO – A primeira plataforma que se aproximou do Conar foi o Google. Fizemos essa aproximação com bastante cuidado, entendendo que a autorregulamentação depende do concerto de pessoas que estão à mesa. O Sérgio Pompilio [presidente do Conar] fez uma reforma [na governança da entidade], que vai permitir que tenhamos uma participação maior no desenvolvimento de diretrizes de práticas do mercado digital.
A política de anúncios da empresa está totalmente alinhada com o código de ética do Conar. É uma nova etapa de consolidação de um sistema que serve para promover uma publicidade mais ética. O Brasil é um mercado grande para o Google, a gente não se furta da nossa responsabilidade como líder no mercado digital.
P – Vocês estão negociando essa participação no Conar há muito tempo. Mas justamente agora o STF discute o Marco Civil e um dos temas em que há consenso é a responsabilização das plataformas por conteúdo patrocinado ou anúncio antes de notificação judicial ou extrajudicial. Como o senhor vê essa ideia?
FC – Como você mesmo observou, a gente está discutindo com o Conar há bastante tempo. Não é uma decisão açodada que foi tomada agora. Com relação ao artigo 19 [do Marco Civil da Internet], apesar de haver uma formação de maioria [para mudança], ainda não há posição final.
Há uma oportunidade de melhorar o equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilização, mas a gente espera que se preserve um princípio fundamental: quem deve decidir o que é removido e o que não é removido é a Justiça e não as plataformas. Uma ampliação do artigo 19, com mais elementos sendo colocados [além de nudez não consentida e violação de direitos autorais, outros temas passariam a gerar responsabilidade após notificação extrajudicial, sem necessidade de ordem judicial], é possível.
Nosso grupo esteve em diálogo com ministros do Supremo, a gente não é contra essa mudança. A gente apoia as melhorias que podem ocorrer como expandir as exceções para remoções extrajudiciais em caso de crime grave, exploração infantil, terrorismo. Mas com o cuidado necessário para não transformar isso em uma ferramenta que pode ser contrária ao acesso à informação, ao jornalismo investigativo, ao humor.
P – Quais seriam as consequências de tornar as plataformas responsáveis por vários tipos de conteúdo mesmo antes de ordem judicial ou extrajudicial [denúncia de usuário]?
FC – Uma consequência indesejada seria a plataforma preventivamente fazer uma remoção muito maior de conteúdo. Tem uma infinidade de casos em que a gente, sem uma ordem judicial, não remove, pois considera que o conteúdo deve ser de conhecimento público. A gente passaria a considerar muito mais uma remoção.
P – Entre todos os temas que estão sendo discutidos no STF, quais são os mais preocupantes do ponto de vista de vocês?
FC – Para mim é o acesso à informação. Quando chegamos no processo eleitoral passado, o que aconteceu? Foi feita uma série de exigências sobre remoção de conteúdo, bibliotecas em tempo real. Eram exigências tão estritas que decidimos não participar do processo eleitoral [Google descontinuou a venda de anúncios eleitorais na plataforma após resolução do TSE com regras de transparência].
Nas condições que foram colocadas, era inviável para nós participarmos. Esse é o tipo da condição que talvez não seja ideal para o país. Você tem uma empresa como o Google não participando do processo eleitoral do ponto de vista comercial.
P – Isso vai acontecer de novo no ano que vem [na campanha eleitoral presidencial de 2026]?
FC – Se as regras forem as mesmas, a resposta é sim. Eu não queria conectar isso com este momento. Mas só mostra que, em condições extremas, você não consegue participar.
P – Do mesmo jeito que vocês vetaram os anúncios políticos em 2024, porque consideraram que as regras inviabilizavam, existem temas o regime de responsabilidade que podem inviabilizar ou restringir a atuação do Google no Brasil?
FC – Eu não diria inviabilizar. Dependendo de como for essa atualização do artigo 19, isso pode nos tornar um pouco menos partícipes de todas as discussões que ocorrem no Brasil e nos levar a remover mais conteúdo no país. Se você definir isso como restringir, é uma pequena restrição, sem dúvida. Eu não diria inviabilizar, porque eu acho que não, mas depende do que vem por aí.
Nós estamos há 20 anos no Brasil, temos uma atuação enorme. Vamos inaugurar no IPT [Instituto de Pesquisas Tecnológicas], do lado da Escola de Engenharia e da de Matemática da USP, um escritório focado em inteligência artificial. Todas as nossas interações com os órgãos públicos, com o Supremo, com os ministros, têm sido extremamente salutares.
Eles vão fazer um balanço de todos os pontos de vista para chegar a uma solução razoável, e a gente vai avaliar quais são os impactos que isso tem para o nosso negócio. A gente quer ajudar a influenciar para que isso [a regulação] não seja ruim para o Brasil.
P – O projeto de lei 2.338 sobre inteligência artificial, que foi aprovado no Senado e está em discussão na Câmara, prevê pagamento de copyright para dados usados para treinar modelos de IA. Como o senhor vê isso?
FC – A gente acredita que você tem que remunerar alguns parceiros de conteúdo sim, mas não necessariamente com copyright. Copyright de assunto público não faz sentido, mas [faz sentido remunerar] informações de qualidade com parceiros com que a gente vai negociar.
Hoje em dia, nós temos acordo de conteúdo com 185 empresas jornalísticas. Remuneramos essas empresas para ter um modelo em que o conteúdo de qualidade é valorizado dentro das nossas plataformas. A definição de copyright para inteligência artificial ainda está em desenvolvimento. É melhor eu não te dar uma resposta sobre isso agora, enquanto a gente está trabalhando com a Câmara e com o Senado para que esse negócio possa funcionar da melhor forma possível para o Brasil.
Tecnologia
Windows: Confira 5 dicas para tornar o seu computador mais rápido
Ninguém gosta de trabalhar em um computador com Windows lento, mas, infelizmente, a passagem do tempo faz com que o uso contínuo resulte em um desempenho cada vez pior. No entanto, isso não precisa ser necessariamente assim.
A boa notícia é que existem algumas medidas que você pode adotar para cuidar do seu computador e deixá-lo um pouco mais rápido. Para isso, vale assumir uma postura proativa e seguir determinadas práticas que ajudam a acelerar o funcionamento da sua máquina de trabalho.
O site TechTudo reuniu cinco dicas simples que podem ser colocadas em prática imediatamente para melhorar o desempenho do computador. Algumas delas, inclusive, podem ter efeito imediato logo ao iniciar o dispositivo.
Como melhorar o desempenho do computador:
- Desative os programas que iniciam junto com o Windows;
- Ative o modo “Melhor desempenho”;
- Reduza a quantidade de efeitos visuais do sistema;
- Libere espaço de armazenamento e exclua arquivos temporários;
- Verifique quais programas estão sendo executados em segundo plano.
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
O que é a Lua de Neve, fenômeno que iluminará o céu neste domingo
Neste domingo, 1º, a noite ficará ainda mais bela e iluminada com a chamada Lua de Neve, cujo ápice ocorre às 19h09. Para os interessados, o fenômeno será visível em todo o território nacional, dependendo, evidentemente, da boa vontade das condições meteorológicas.
Embora o nome seja bastante sugestivo, a Lua de Neve não entregará nenhum efeito visual digno de uma produção da Disney. Trata-se da Lua Cheia de fevereiro, revestida de um simbolismo que atravessa séculos.
O apelido tem origem nos povos indígenas da América do Norte, que tinham o hábito de batizar as luas conforme o clima local. Como fevereiro é o auge do inverno no Hemisfério Norte, o nome é autoexplicativo.
Registros históricos mostram que o satélite também já foi chamado de Lua da Fome, uma referência menos poética e bem mais realista à escassez de alimentos no fim do rigoroso inverno. Por razões óbvias de relações públicas, o termo \”Neve\” acabou prevalecendo no imaginário popular.
A Lua de Neve é uma superlua?
Não. Apesar do nome chamativo, a Lua de Neve não é, necessariamente, uma superlua. O termo superlua é usado quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que ela está mais próxima da Terra. Nesses casos, o satélite parece ligeiramente maior e mais brilhante no céu.
Neste domingo, a Lua estará cheia, mas a uma distância média, sem o aumento perceptível de tamanho ou brilho que caracterizam uma superlua. Ainda assim, as condições de observação continuam excelentes, especialmente em locais com pouca poluição luminosa.
Do ponto de vista astronômico, a Lua de Neve é uma Lua Cheia comum, visível durante toda a noite, nascendo ao pôr do sol e se pondo ao amanhecer. Seu brilho intenso pode ofuscar estrelas mais fracas, mas favorece observações a olho nu e fotografias de paisagens noturnas.
E sob o olhar da astrologia?
Na astrologia, a Lua Cheia é tradicionalmente associada a culminações, revelações e encerramentos de ciclos. A Lua de Neve, em especial, costuma ser interpretada como um momento de resiliência, introspecção e preparação para mudanças.
Astrólogos também a associam a processos internos. Desse modo, focam em revisão de metas, limpeza emocional e fortalecimento de estruturas pessoais; em sintonia com a ideia de atravessar o \”inverno\” para chegar à renovação.
A Lua cheia deste domingo ocorre em Leão, um signo que não aceita o papel de coadjuvante. Além disso, o ápice ocorre com Ascendente também em Leão, com o foco sobre a imagem que projetamos.
Em um mundo saturado pelos ruídos das redes sociais, o céu sugere que o verdadeiro prestígio não está nos algoritmos. É o momento de revisar sua \”marca pessoal\” sob uma ótica de autenticidade, não de engajamento.
Vale a pena observar a Lua de Neve?
Mesmo sem ser uma superlua, o fenômeno é um convite honesto para pausar o scrolling infinito e olhar para cima. Em um mundo de distrações digitais, reconectar-se com os ritmos naturais é um luxo analógico.
Basta um céu limpo e alguns minutos de descompressão. O espetáculo é garantido, gratuito e, felizmente, livre de anúncios.
Quais são as próximas luas cheias de 2026
A maioria dos anos têm 12 luas cheias, mas 2026 terá 13. Confira abaixo as datas, de acordo com o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP). Os nomes seguem os padrões dos nativos americanos, segundo o The Old Farmers Almanac.
1º de fevereiro – Lua de Neve
3 de março – Lua da Minhoca
1º de abril – Lua Rosa
1º de maio – Lua das Flores
31 de maio – Lua Azul
29 de junho – Lua de Morango
29 de julho – Lua dos Cervos
28 de agosto – Lua de Esturjão
26 de setembro – Lua do Milho (Lua da Colheita)
26 de outubro – Lua do Caçador
24 de novembro – Lua do Castor
23 de dezembro – Lua Fria
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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