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Arquitetura

Narciso, a flor que simboliza novos começos | Paisagismo

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Na Europa, de onde é originário, marca o início da primavera (março a junho), pois é quando as flores começam a desabrochar. No entanto, ele não indica o fim, já que o narciso possui duas flores, por assim dizer, visto que dentro da flor principal há outro bulbo menor, igualmente bonito, mas em outro tom.

Além de sua beleza, o narciso trombeta simboliza novos começos. A começar pela temporada em que floresce, que é a primavera. Quando começam a florescer, é sinal de que a estação chegou. Da mesma forma, isso indica que ele simboliza um novo começo ou uma espécie de renascimento, graças ao fato de possuir dois tipos de flor em uma só. Então, quando uma morre, a outra se mantém viva por mais um tempo ou, ainda, é possível resgatar uma das duas.



Fonte: Casa Vogue

Arquitetura

Casa Vogue de março apresenta o melhor da vida nas grandes cidades

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“A única virtude incontestável de uma casa é o endereço”, dizia Paulo Mendes da Rocha (1928- 2021) a quem quisesse ouvir. Certa vez, entrevistado pela Casa Vogue, explicou melhor: “Quando está próxima de tudo, eis aí uma residência invejável. Se eu te disser o que tem na minha casa, isso não a torna invejável. Se eu digo que está no bairro de Ipanema, você vai dizer: ‘Que desgraçado!’”. Uma larga gargalhada seguiu-se, é claro.
O maior arquiteto da história do Brasil na minha opinião (Niemeyer não conta, era um artista!) sempre defendeu a cidade como a grande invenção humana de todos os tempos. O lugar do encontro, da conversa, onde a civilização se cria e se entende como tal. O local onde a maior parte de nós habita, e ao qual consagramos uma série de edições da Casa Vogue, como esta de março que você tem em mãos.
Em nenhuma outra reportagem deste número a ideia de que a urbe é o lugar da comunhão fica tão nítida quanto no relato que Joana L. Baracuhy faz de sua visita ao Estudio Tupi, em São Paulo. Pense em um casal de arquitetos cujo desejo supremo é, as condições permitindo, largar a atividade projetual para se dedicar somente à difusão do conhecimento por meio dos livros. Assim são Aldo Urbinati e Andrea Vosgueritchian, cuja sede do próprio estúdio manifesta a aspiração: há mesas de trabalho e salas de reunião e maquete, e ainda uma biblioteca recheada com 10 mil títulos de diversos campos, como arquitetura, arte, literatura e outros, que em breve deve abrir, aos poucos, ao público. Tudo organizado em um espaço que faz lembrar uma rua interna, tal qual o Teatro Oficina, de Lina Bo Bardi.
Metrópoles que se prezam conservam, entre seus encantos, bons pontos para ouvir música e beber algo. Pouquíssimas, porém, devem ter um estabelecimento desse tipo tão fotogênico quanto o Formosa Hi-Fi, bar de audição no centro histórico de São Paulo (quer endereço mais simbólico do que o Viaduto do Chá?!) onde Adriana Frattini e Bruna Scapim ambientaram um editorial inspirado no centenário do designer dinamarquês Verner Panton. As cenas resultantes eram irresistíveis demais para não irem parar na nossa capa.
Ousando discordar do mestre, aqui na redação nós acreditamos que aquilo que uma pessoa tem na sua casa pode, sim, torná-la invejável (um pouco que seja!). Por isso este mês entramos nas admiráveis moradas de Paulo Azevedo e Fred Peclat, em São Paulo, e nos projetos de Kazuyo Sejima em Kyoto, Dimorestudio em Londres e Pascali Semerdjian no Rio de Janeiro, vizinho a Ipanema, veja você!
Naquela mesma entrevista, afinal, o próprio Paulo Mendes da Rocha reforçou nossa vocação. Não sem, na sequência, nos lembrar da soberania do espaço urbano: “Dentro da casa, é só folhear a Casa Vogue, e você vai ver estilos diferentes. O que faz a casa são os hábitos do morador. O arquiteto só pode construir a cidade”. Boa leitura!



Fonte: Casa Vogue

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Arquitetura

designers transformam sobras de mármore em mesas gráficas

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Exibidas na MAU (Rua Fortunato, 224, Vila Buarque), as peças partem de uma afinidade criativa antiga entre os três envolvidos. Amigos de longa data, eles encontraram na coleção uma oportunidade de materializar referências compartilhadas que atravessam arquitetura, design e moda. O resultado aparece em mesas de tampo circular, produzidas em diferentes tamanhos e organizadas a partir de um jogo de faixas que alterna mármore e granilite.



Fonte: Casa Vogue

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Arquitetura

DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da República

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Durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026, a Praça da República se transforma em um espaço de criação coletiva com a exposição Raízes em Permanência — Ancestralidade como Futuro Coletivo, organizada pela plataforma curatorial Casa Reina. Em cartaz de 5 a 15 de março, o projeto reúne mais de 25 artistas afro-latinos e indígenas e integra a programação oficial da semana, que celebra 15 anos sob o tema Legado Criativo.
Idealizada pela arquiteta e designer Michele Wharton, afro-latina de ascendência panamenha, a mostra propõe um olhar sobre a ancestralidade como base viva do design contemporâneo brasileiro. A seleção de artistas inclui nomes como Brenda Guimarães, Pietro Oliveira, Everton Souza, Erik Bonnisato, Erik Santana, Giovanna Arruda, Igor Lima, Julia Nogueira, Wesley Lemos, Zé Earns, Alex Rocca, Anna Zeferino, Ciro Schu, Gabriella Marinho, Junior Next, Mayara Amaral, Negana Pereira e Dih Morais, entre outros criadores cujas práticas transitam entre arte contemporânea, cerâmica, escultura têxtil, mobiliário, moda casa e vestuário.
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DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da Repúbli
A exposição assume um formato híbrido que combina mostra e pop-store, aproximando objeto artístico e funcional. As obras exploram materiais como madeira, fibras naturais, argila, tecidos e pigmentos, tratados não apenas como elementos formais, mas como parte de um pensamento material que conecta gesto, território e memória cultural.
Além da exposição, a programação inclui rodas de conversa realizadas entre 13 e 15 de março, organizadas em núcleos curatoriais dedicados a arte têxtil, design de mobiliário, escultura, joalheria autoral e artes visuais. Os encontros reúnem artistas participantes para discutir processos criativos, permanência e as novas narrativas que atravessam o design brasileiro contemporâneo.
Cadeira Girafales, design Pietro Oliveira
Divulgação
Reportagem: Mariana Conte
Captação de vídeo: Mariana Conte e Rafael Belém
Edição de vídeo: Isaque Athaydes



Fonte: Casa Vogue

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