Arquitetura
Você pode deixar o arroz soltinho com apenas um ingrediente; saiba qual | Comida & Bebida
Um ingrediente comum no prato do brasileiro, o preparo do arroz pode ser um desafio para algumas pessoas. Além de estar sempre atento para o cereal não queimar, uma das principais dificuldades é deixar o grão soltinho. Contudo, com apenas um ingrediente é possível se livrar, de uma vez por todas, do arroz empapado. Basta adicionar vinagre.
“O vinagre quebra as ligações químicas do amido e deixa os grãos mais separados. Essa ‘mágica’ é possível devido à presença do ácido acético, que quebra as pontes de hidrogênio entre as moléculas de amido”, explica o chef Rodrigo Canto, professor do curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.
Além de deixar o arroz mais solto, o vinagre também tem o poder de deixá-lo mais saboroso. Isso porque a acidez ajuda a intensificar o sabor dos temperos.
Outro ponto positivo do vinagre no arroz é prolongar um pouco a conservação do alimento. “Por ser levemente ácido, o vinagre ajuda a inibir a proliferação de bactérias, o que pode retardar o azedamento do arroz, especialmente em dias quentes”, comenta a gastrônoma e chef de cozinha Bruna Gotardo, docente do curso de Gastronomia do Senac RS.
Como adicionar o vinagre no arroz para ele ficar mais soltinho

Para que o uso do vinagre no arroz cumpra sua função de deixar o cereal mais solto, é preciso seguir algumas recomendações. Os vinagres mais neutros são o de álcool branco e o de arroz, pois não alteram o sabor. Mas o vinagre de maçã também é uma boa opção.
Sobre a quantidade recomendada, os especialistas indicam uma colher de chá para cada xícara de arroz cru. Também é importante adicionar o vinagre na água do cozimento, junto com o sal.
Outros truques para deixar o arroz mais soltinho

Além do uso do vinagre, a há outras maneiras de deixar o arroz mais soltinho. Bruna dá algumas dicas, confira.
- Lave o arroz cru antes de cozinhar: “Isso remove o excesso de amido.”
- Refogue bem antes de adicionar a água, pois ajuda a selar os grãos.
- Use a proporção certa de água: “Geralmente, são duas xícaras de água para uma de arroz branco.”
- Não mexa enquanto cozinha, pois a prática quebra os grãos e libera mais amido.
- Deixe o arroz descansar com a panela tampada após o cozimento, por 5 a 10 minutos para que ele acabe de secar.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
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