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Equatorial vende ativo e busca “energia” para avançar em desalavancagem

Equatorial vende ativo e busca “energia” para avançar em desalavancagem


A Equatorial anunciou a venda de 100% das ações da Intesa, operação de transmissão de energia com uma rede de 695 quilômetros nos estados de Goiás e do Tocantins, nesta quarta-feira, 1º de novembro.

O acordo foi fechado com o CDPQ (Caise de Dépot et Placement du Québec), fundo canadense com um patrimônio de 424 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 306 bilhões) e que irá desembolsar até R$ 714 milhões pelo ativo.

Nos termos firmados pelas duas partes, o valor em questão considera um equity value de até R$ 396 milhões, na data-base de 31 de dezembro de 2023. Desse montante, R$ 319 milhões serão pagos até o fechamento da transação.

Tanto essa cifra como o earn-out do valor remanescente serão atualizados pela variação do CDI a partir da data-base até as respectivas conclusões e demais ajustes – positivos ou negativos – no acordo, que compreende ainda uma dívida líquida de cerca de R$ 318 milhões.

Além de destacar que o desinvestimento não representa sua saída do segmento de transmissão, a Equatorial ressaltou, no comunicado, que a venda do ativo permite avançar em sua trajetória de desalavancagem e em eventuais oportunidades nas “avenidas de geração de valor em que atua”.

A Equatorial encerrou o segundo trimestre de 2023 com uma dívida líquida de R$ 34,4 bilhões, contra R$ 22,8 bilhões, um ano antes. Na mesma base de comparação, a alavancagem da empresa, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, saiu de 3 vezes, em igual período de 2022, para 3,8 vezes.

Por volta das 10h20, as ações da empresa estavam sendo negociadas com alta de 0,73% na B3, cotadas a R$ 31,83. No ano, os papéis da companhia, avaliada em R$ 35,5 bilhões, acumulam uma valorização de 17,8%.

Sob a ótica do CDPQ, o movimento reforça sua presença na América Latina, onde o fundo mantém 4% dos aportes em participações do seu portfólio. No mercado brasileiro, um desses investimentos é a FiBrasil, empresa de telecomunicações de rede neutra, fruto de uma joint venture com a Vivo.

Entre outros investimentos, o histórico local do CDPQ inclui ainda participações em operações como a TAG (Transportadora Associada de Gás), a Ivanhoé Cambridge, outra empresa canadense que mantém diversos projetos de real estate no Brasil, e a Prologis, de galpões logísticos.

O acordo anunciado hoje representa o segundo investimento do CDPQ em transmissão de energia na América Latina nos últimos 18 meses. Antes, o fundo havia adquirido uma rede de cerca de 1,1 mil quilômetros no Brasil e no Uruguai.

Hoje, essa rede pertence à Verene Energia, plataforma de transmissão de energia do CDPQ na região, que também irá incorporar a operação da Intesa.

Em nota, Emmanuel Jaclot, vice-presidente e head de infraestrutura do fundo, ressaltou que ativos como a Intesa são “verdadeiros catalisadores” para a transição energética.

“É por isso que eles estão no centro da nossa estratégia de investimento na América Latina, especialmente no Brasil, já que o país pretende conectar um número crescente de projetos de energia de baixo carbono”, disse Jaclot.



Fonte: Neofeed

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